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Em 1994 poucos teriam imaginado que um evento como este, destinado a um público muito especial e a uma música com as mesmas características, fosse alcançar tais dimensões. Hoje, apesar de não ter grandes patrocinadores e apoio governamental adequado, o Rototom Sunsplash cresceu tanto que é considerado, hoje, um dos maiores festivais do mundo.
Durante dez dias, todo o espaço é invadido por música reggae: os concertos iniciam-se ao pôr do sol, o dancehall está presente todas as noites e as tardes são dedicadas ao descanso e à ocupação social. Realizam-se debates, encontros sobre música reggae e a cultura Rasta, filmes e documentários, exposições fotográficas e de arte, cursos de percussão, danças africanas, capoeira e didjeridoo, assim como sessões de meditação e medicina alternativa. Para além disso, uma equipa profissionalizada encarrega-se de criar workshops, espectáculos e jogos para entreter todas as crianças que todos os anos estão também presentes no festival.
Mais do que um festival de música, o Rototom Sunsplash pode ser também considerado umas verdadeiras férias.
Durante o dia, quem não quiser participar nas actividades a decorrer no recinto pode aproveitar para apanhar um pouco de sol, organizar jogos de futebol, ler, relaxar ou simplesmente passear pelo recinto à procura de novos amigos.
Ao pôr do sol, as luzes do palco principal acendem-se e a música torna-se a protagonista principal. Um após outro, artistas e bandas vindas da Jamaica, Africa e Europa desfilam pelo palco. No final dos concertos, todos se reunem para dançar, até ao nascer do sol na tenda dedicada ao dancehall onde actuam os mais diversos sound systems vindos de todo o mundo.
Bares e restaurantes estão abertos dia e noite, oferecendo as mais diversas bebidas e especialidades de todo o mundo, ao mesmo tempo o mercado ao ar livre espalha música e boas vibrações por todo o espaço. Para além disso também se pode encontrar várias organizações sem fins lucrativos promovendo as suas actividades e iniciativas.
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